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Thé mais ver Mais uma vez, sobre o estranho paladar tcheco Fazia um bom tempo que eu não me surpreendia com os hábitos alimentares tchecos. Hoje já como coisas que antes não comia, por exemplo, a geléia servida para acompanhar um tipo de estrogonofe daqui e os almoços doces (nhoque doce, mingau, etc). Mas tem coisa que não dá para entender... Ontem preparei uns filezinhos de frango cortados em tiras com creme de leite, muita pimenta (do reino e outras), milho verde e um pouquinho de cebola. Depois cozinhei espaguete e joguei este molho por cima. Era tudo o que eu tinha em casa, ficou simples e muito gostoso. Dei um prato para meu maridão e outro para mim, com um toque de parmesão. Aí vai lá o marido e dá o toque dele: ketchup. Ele disse que a comida estava uma delícia e que ele só deu uma melhorada. (!!!!) Outro dia, eu o vi comendo purê de batatas com morango em calda. (!!!!!!!!!!!!!!!!) Escrito por Tati Thé às 07h39 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Mania de perseguição Faz um tempo que encasquetei que o povo deste prédio não vai com a minha cara. O povo, digo, o síndico stalinista e seus dois comparsas. Entendo um pouco a desconfiança. Não vou entrar no mérito de eu ser brasileira, mas por sermos os mais jovens e recentes moradores do prédio, é normal terem um pouco de receio. Por enquanto, ninguém nos colocou contra a parede, entrou em casa para fuçar ou fez outras coisas pelas quais já vi amigos passando. Mas pequenos acontecimentos me fazem acreditar que eles não gostam da gente e nos culpam por tudo que acontece neste andar ou no prédio inteiro. Há uns cinco dias, colocaram um aviso ao lado da porta pedindo para não abrirmos a porta para ninguém desconhecido. É uma regra básica que todo mundo descumpre. Ninguém segura a porta se está entrando alguém quando está saindo. Eu confesso que fiz isto algumas vezes, mesmo porque nem conheço todo mundo no prédio. Disseram que andaram sumindo coisas do corredor e até mesmo das varandas que ficam fora dos apartamentos, o que eu acho muito improvável. Elas ficam trancadas com chave e ninguém comentou de arrombamentos, apenas de coisas que sumiram. O mesmo aviso que está na entrada, está na porta do elevador. APENAS no nosso andar. Ou seja, alguém do nosso andar está sendo culpado de ter causado os furtos. Como são apenas três apartamentos e um deles pertence a um dos comparsas, creio sermos nós o alvo do aviso. Enfim, o Ian estava culpando a esclerose dos moradores pelo sumiço das coisas, já que a maioria do prédio é bem idosa. Mas, ontem, a nossa vizinha bateu na porta e pediu para colocarmos nossos sapatos para dentro, porque roubaram os sapatos deles. Foi aí que eu percebi que um par de tênis meu tinha sumido. Era um Nike que comprei há cinco anos e estava bastante acabado, portanto não vai fazer muita falta. Mas bateu aquele frio de medo na barriga. Sinceramente? Se todo mundo desconfia da gente, eu também desconfio desta vizinha. Talvez tenha sido ela quem passou a mão nos meus tênis. A partir de agora, os tênis ficam para dentro e a porta sempre trancada. Escrito por Tati Thé às 08h32 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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